Acad. Altamiro Vianna




Titular em 25/09/2021

Especialidade:

Acadêmico Patrono

Cadeira: 70

Patrono:


Mini currículo:

Altamiro Vianna, nascido em Cataguases e criado em Campos no norte fluminense em vinte e um de agosto de mil novecentos e dezesseis. De origem pobre, veio estudar no Liceu Nilo Peçanha, em Niterói, juntamente com seu irmão, Dr. Alberto Belga Vianna. Lá conheceu sua amiga, esposa e companheira de todas as horas, Dra. Belinha, além de alguns de seus grandes amigos. Já na Escola Fluminense de Medicina (que mais tarde integrou-se à UFF), foi aluno e seguidor do Prof. Victor Rodrigues, a quem sempre prestou homenagens. Ao formar-se prestou prova para o Exército e, tendo passado, foi transferido para Foz de Iguaçu, destacando-se como oficial de fronteira. Lá foi realizado o casamento entre Dr. Altamiro e Dra. Belinha, mulher destemida para os padrões da época, tendo aceitado casar indo para uma Foz de Iguaçu ainda selvagem. Mais tarde, voltou para Niterói, onde passou a dar aulas na cadeira de ginecologia, como professor assistente. Mais tarde, tendo prestado novo concurso, sagrou-se professor titular de GO da UFF. Um dos fundadores da Academia Fluminense de Medicina, sendo o titular fundador ocupante da cadeira 03. Ex-presidente da AFM (gestão 1977).

Foi fundador e diretor do Hospital Santa Rosa, fez nascer mais de 32.000 niteroienses, operou e fez curar outros milhares de pacientes, que vinham de todo o estado para com ele se tratar. Consagrou-se emérito em 1985. Sua conduta sempre reta, sua força de espírito inabalável e sua paixão ardorosa pela medicina, associadas a uma competência profissional e um raciocínio rápido e criativo, fizeram de Altamiro Vianna um vulto reconhecido por todo o lugar que passou. Faleceu em 23 de julho de 2004. Saudades do Professor Altamiro, que Deus o tenha.

Biografia escrita por seu neto Arnaldo Vianna Carvalho.

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Abaixo, discurso proferido pelo Professor Altamiro Vianna ao receber título de Membro Emérito, em 1985.


"Senhores...

Nesta noite de luz e esplendor, em que a nossa Egrégia Academia, engalanada, se reúne festivamente para recepcionar novos e eminentes membros e empossar sua recém eleita Diretoria, vindos todos eles para enriquecê-la, ainda mais, com o seu alto valor, e, em que a oportunidade é, também, aproveitada para conferir o diploma de Membro Emérito a dois de seus associados, nós gostaríamos de repetir as palavras sempre serenas do mui venerável Mestre Confúcio, pronunciadas há mais de dois milênios e que ainda ressôam em sua verdade integral, até hoje:


"Guardando silêncio quando deve falar, o

homem pode perder-se. Falando quando

deve ficar silencioso, perde as suas palavras.

O homem sábio é cuidadoso ao observar

uma e outra cousa".


Não pretendemos, com isso, expressar sabedoria, mas, apenas justificar-nos, quando o dever nos impõe importuná-los com a nossa palavra sem brilho. Recebemos a honrosa missão de agradecer em nome de nosso mui prezado colega e companheiro nesta Academia e que hoje deixa a sua presidência, após trabalho fecundo, Prof. Giuseppe Mauro, como também nos cumpre fazê-lo em nosso próprio nome, pelo título altamente dignificante que hoje nos é conferido de Membros Eméritos desta Casa.

Todo momento existencial encerra sempre dois sentidos, ambivalentes, às vezes; podendo, mesmo, até, revelar-se antiéticos e contraditórios.



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