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 27/09/2018 - POSSE NA ANM
 
 

Nosso Confrade Maurício Younes Ibrahim tomou posse, dia 25/09/18 em Solenidade realizada na Academia Nacional de Medicina - ANM, iniciada às 20:00h, na Cadeira nº 02 - Seção de Medicina Clínica, cujo Patrono é Miguel da Silva Pereira, em face da Emerência do Acadêmico Sérgio Augusto Pereira Novis.

Perante numerosa e seleta plateia a cerimônia foi presidida pelo Acadêmico e ex-Presidente da ANM Pietro Novellino, substituindo o Presidente Jorge Alberto da Costa e Silva, momentaneamente impedido de fazê-lo. O Presidente da ACAMERJ, Acad. Luiz Augusto de Freitas Pinheiro se fez presente e foi convidado a participar da mesa diretora do evento.

Também compareceu o Presidente eleito para encabeçar a Diretoria da ACAMERJ, gestão 2019-2021, Acad. Luiz José Martins Romêo Filho.

Tratou-se de uma bela Solenidade onde pontuaram os discursos proferidos pelos Acadêmicos: Omar da Rosa Santos (Saudação ao empossado), Maurício Younes Ibrahim (empossado) e Pietro Novellino (Presidente da Mesa Diretora) (discurso abaixo).

Todos os discursos foram plenos de citações históricas, ensinamentos, elegia ao conhecimento e de agradecimentos. 

Após o encerramento, declarado pelo Acad. Pietro Novellino, o novel Acadêmico recebeu os cumprimentos, acompanhado pela esposa, no Salão de recepções da ANM, quando, simultânea e posteriormente, foi servido fino coquetel.




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DISCURSO DO ex-PRESIDENTE PIETRO NOVELLINO POR OCASIÃO DA POSSE DO DR. MAURÍCIO YOUNES IBRAHIM

Na história da Nefrologia é indispensável o nome Richard Bright como um dos primeiros clínicos a relacionar, em 1827, a presença de proteinúria com a doença renal, e provavelmente o primeiro a fundar no Guy´s Hospital em Londres o protótipo de um serviço de Nefrologia. Mas mesmo antes daquela data já o engenho de investigadores, biólogos e fisiologistas ajudavam a salientar o papel do rim no contexto do meio interno. Por exemplo, o significado fisiopatológico da hipertensão não seria conhecido se o reverendo Stephen Hales, em 1733, não tivesse feito os primeiros testes de medição da pressão arterial, ainda que a relação entre hipertensão e rim só tivesse vindo a ser estabelecida, em 1871, num trabalho publicado por Ludwig Traube.

O primeiro transplante renal da América Latina foi realizado, em 1964, no Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro dirigido pelo saudoso Acadêmico e ex-Presidente Aloísio de Sales Fonseca.

Em 1967, a imunossupressão empregada no transplante constou de azatioprina e prednisona; em alguns casos, foram utilizados, pioneiramente no Brasil, outras medidas imunossupressoras, como drenagem do ducto torácico e irradiação endolinfática com lipiodol radiotivo.

Neste mesmo ano, 1967, foi realizado no Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, o primeiro transplante renal com doador cadáver no Brasil, pela equipe do Prof. Aureo José Ciconelli.

Nos últimos 40 anos de história da nefrologia brasileira, houve um marcante desenvolvimento de competência didática, profissional e científica, além de qualidade e quantidade.

O Dr. Aluizio da Costa e Silva presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, de 1974/1976, ressalta a evolução do conhecimento nefrológico ocorrido nas últimas décadas. Sobre a nefrologia no Brasil, ele observa que não conhece país estrangeiro que, em apenas 30 anos, tenha obtido tal desenvolvimento de uma especialidade.

Quando esteve à frente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, o saudoso Acadêmico Nestor Schor contou que iniciou suas atividades pela secretaria da regional de São Paulo, em meados dos anos 80. Ele assinalou que a entidade soube absorver o impacto transformador durante a década de 80, de uma Sociedade "primariamente científica, pioneira ao estimular a criação da especialidade, para incorporar um componente sindical, visando desenvolver atividades de defesa profissional".

Para nosso Confrade, Acadêmico Miguel Riella, ter sido presidente da sociedade científica de sua especialidade "foi uma honra". Segundo ele, teve a oportunidade de desenvolver uma série de importantes programas. Em sua gestão foram desenvolvidos os programas de Educação Médica Continuada, em parceria com as indústrias do setor. De acordo com Riella, outro programa que foi implantado foi o de bolsa de estudo no exterior que, no seu entender, foram projetos de sucesso para a Sociedade.

Atualmente, o Acadêmico José Osmar Medina Pestana, diretor do Hospital do Rim, um dos líderes mundiais do transplante renal afirma que doar órgãos é a forma de contribuir com a sociedade após a morte.

Cumpre-me citar ainda o Acadêmico Natalino Salgado Filho, que em 1978 fundou o Serviço de Nefrologia do Estado do Maranhão.

 

Segundo Flexner, "O médico é um instrumento social. Se não existissem doenças não existiriam doutores. E as doenças têm consequências que de modo imediato, ultrapassam o indivíduo especificamente afetado, uma vez que a Sociedade tem como objetivo proteger a si mesma contra a desnecessária propagação de males ou de perigos..."

Bem-vindo Acadêmico Maurício Younes Ibrahim, Vossa Excelência certamente honrará não só a nefrologia, mas a medicina do nosso País.

 
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